O jornal britânico The Independent acaba de publicar um artigo sobre os malefícios provocados pelo uso de telemóveis, baseado em estudos efectuados pelo Prof. Vini Kharana.
Para quem não saiba, o Prof. Vini é um neurocirurgião laureado com catorze prémios científicos e tem no seu currículo trinta e seis ensaios publicados e mais de cem estudos sobre os efeitos malignos dos telemóveis.
E o resultado apurado e tornado público pelo referido Professor constitui simplesmente o mais devastador julgamento alguma vez feito contra o uso do telemóvel, pelos riscos que este aparelho representa para a saúde pública, designadamente no que toca à incidência de tumores cerebrais malignos.
Segundo o Prof Vini, os telemóveis podem matar mais pessoas do que o tabaco ou o amianto. Daí o seu apelo aos governos e à respectiva indústria para que comecem desde já a trabalhar no sentido de ser significativamente reduzida a radiação emitida pelos telemóveis.
Não sabemos se terá sido com base nesses estudos, mas a verdade é que no princípio deste ano o governo francês pronunciou-se contra o uso abusivo do telemóvel, especialmente por crianças. Também a Alemanha aconselhou a sua população a utilizá-lo racionalmente e até a Agência Europeia para o Ambiente pediu a redução da radiação.
De acordo com os estudos do Prof. Vini, há neste momento cerca de três biliões de pessoas a utilizarem telemóveis, três vezes mais do que os fumadores que morrem à cadência de cinco milhões por ano.
Diz o Prof. que a incidência de tumores cerebrais malignos associada à taxa de mortalidade será observada globalmente daqui a uma década, pois é este o tempo que normalmente o cancer leva a revelar-se.
Ele admite que os telemóveis podem salvar vidas em emergências, mas conclui que há significativas e crescentes provas de ligação entre o uso do telemóvel e os tumores cerebrais. Estamos pois na eminência de uma catástrofe humana, pelo que não há espaço para esperar pelos dez anos para ver.
E, perante este cenário, como reage a Associação dos Operadores de Telemóveis? Como seria de esperar, rejeita linearmente os estudos do Prof. Vini Kharana, sob a alegação de que se trata de uma selectiva discussão sobre literatura científica de carácter puramente individual. Nada mais!
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