O jornal britânico Daily Mail acaba de trazer à estampa uma foto em que apresenta desnudada a primeira dama francesa, Carla Bruni, precisamente na véspera da visita de Estado que o seu marido Nicolas Sarkozy, presidente da França, irá fazer ao Reino Unido.
Aquela ilha tem sido useira e vezeira na abordagem deste tipo especulativo de falsas moralidades e todos conhecemos bem a ancestral cultura de cinismo e hipocrisia que sempre medrou no reino de sua magestade.
Os tratados, os ultimatums, as negociatas, a chantagem e o agiotismo sempre foram a sua religião e, desde os tempos mais recuados, o vil metal foi o seu Deus. O esclavagismo, os massacres e os corsários vieram por acréscimo e serviram seguramente para a expansão do Império.
Não admira, pois, que por mais algumas dúzias de libras esterlinas aquele pasquim tente provocar um escândalo e chocar consciências, não só com a publicação do desnudo que põe à mostra os mais íntimos atributos da primeira dama, como ainda faz torpes insinuações sobre a longa lista de amores passados, onde são incluídas as estrelas mundiais do rock, Mick Jagger e Eric Clapton.
Parece, pois, que os escândalos da real sociedade se tornaram de tal modo banais que já não chocam ninguém, nem promovem a venda de tablóides e magazines. Há assim que procurar outras matérias transitoriamente mais apelativas e não perder as oportunidades quando elas surgem.
É actual e está na moda falar de Carla Bruni, não propriamente por ser a esposa amantíssima do Presidente do país da antiga Gália e do laissez faire, laissez passer, mas única e exclusivamente pelo seu passado de top model, sex symbol e cantora de voz sensual e melada.
Para lá do conhecido humor britânico, tudo isto acontece na véspera da sua chegada a Londres. Esperemos pelo que virá a surgir no dia seguinte ao seu regresso, pois só cá faltava que viessem também agora desenterrar a Josefina, mulher que foi de Napoleão Bonaparte e que, essa sim, era uma ninfomaníaca de primeira apanha.
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