Quando o Telefone Toca

telephone-bell.pngQuando em 1876 o escocês Graham Bell inventou o telefone mal adivinhava ele não só a evolução extraordinária de que a sua invenção viria a ter no futuro, como também as suas subsequentes implicações sobre a vida de todos nós. Para o bem e para o mal.

O telefone veio para ficar e, com o avanço tecnológico e em particular com o surgimento dos telemóveis, ele passou definitivamente a fazer parte do nosso quotidiano e hoje em dia ele aí está nas mãos de toda a gente, desde as crianças da mais tenra idade até aos nossos mais queridos velhinhos.

O telefone evoluiu, modernizou-se, tornou-se sofisticado: dá-nos música e notícias; fotografa e filma, às claras ou subrepticiamente; tanto pode servir de simples brinquedo para passatempo, como tornar-se numa poderosa arma para criminosos.

Na nossa vida privada, quando o telefone toca há sempre um mágico compasso de espera nas nossas emoções. Tanto poderá ser uma boa novidade que nos alegre o coração, como uma notícia trágica que nos deprima e arrase. Tanto poderá revelar-se como o início de uma grande paixão, como ser o portador do requiem para a morte de um grande amor; tanto nos poderá trazer a boa nova de um belo bebé perfeito, como noticiar a tragédia de um nado-morto.

Ou poderá revelar-se numa desagradável conversa inconsequente à volta das nossas misérias e maleitas; ou, muito pior ainda, transformar-se no veículo sinistro das grandes conspirações, das grandes negociatas, das grandes corrupções, das grandes golpadas.

Com toda a sua versatilidade, o telefone tanto é usado por polícias, como por ladrões; às claras ou nos subterrâneos; por justo e pecadores. E porque não dizê-lo também, porque é verdade e em verdade vos digo: o telefone é usado abundantemente de mais por políticos mafiosos, torcinários, assassinos e ladrões.

E a evolução do telefone não vai seguramente ficar por aqui. Por este andar e com tanto maquiavelismo abundando por aí , qualquer dia a própria morte deixará de nos vir bater à porta para nos levar: ouviremos apenas o trin-trin-trin do telefone e lá vamos nós para o maneta. Se é que ainda se não esqueceram de Monsieur Maneta dos tempos da revolução francesa.

telemovel.jpg

Deixar uma Resposta