Não acreditamos em bruxas nem em milagres, mas de vez enquanto acontecem coisas bem estranhas e bizarras neste país.
Reparem que não ainda há muito tempo corria por Lisboa uma onda de histerismo, relativamente ao que então se passava na autarquia de Lisboa, a tal ponto que o assunto era ferozmente debatido em todas as latitudes, em todos os quadrantes políticos e entre todos os canditados, incluídos os independentes.
Face então à suposta e eminente falência camarária, do desgoverno acelerado a que a autarquia havia caído, mais os rumores sobre corrupção, negociatas e compadrios, o governo autárquico acabou mesmo por cair e, como sabemos, novas eleições foram fixadas.
Todos estamos lembrados da dramatização extrema e do ruído levados a efeito por todos os canditados, sem excepção, sobre a situação da autarquia lisboeta, de total rotura financeira, segundo todos eles.
Concluídas, porém, as eleições e distribuídos os pelouros, aconteceu o milagre: voltou a calmaria e a tranquilidade como se tivéssemos dobrado o cabo das tormentas e entrado directamente no oceano pacífico.
Tudo se pacificou, tudo se acomodou, tudo vai bem no reino da Dinamarca.
Porque quanto aos rumores sobre corrupção, negociatas e compadrios, parece afinal que não passou disso mesmo: rumores, apenas rumores…
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